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REDAÇÃO ENEM 2015: por que é tão NECESSÁRIA?

VOLTEEEI \o/ ~todas dança~ gentes, se eu pudesse dar um conselho hoje seria: NUNCA ATUALIZEM PARA O WINDOWS 10. NUNCA. JAMAIS. ESQUECE! Socorro, que sufoco que eu fiquei depois que eu resolvi atualizar a minha máquina /: bugou tudo. Ficou lento, travando, perdeu a funcionalidade de muitos aplicativos… nossa, horrível! 15 longos e sombrios dias depois, cá estou eu, desesperada querendo falar tudo o que não falei neste tempo todo D: ~me aguentem~.

Bom, para voltar com tudo, quero deixar o meu parecer aqui sobre um tema que tanto tem sido discutido e tanto tem gerado polêmica, qual seja, O TEMA DA REDAÇÃO DO ENEM 2015! Para situar você que está me lendo neste momento e que, por acaso, tenha sido abduzido por uma nave alienígena ou estava de férias no campo sem acesso às redes e às mídias sociais, o tema da redação proposta pelo MEC no Exame Nacional do Ensino Médio deste ano foi “A PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA SOCIEDADE BRASILEIRA“.


Houve pessoas que muito amaram ~tipo eu~, houve pessoas que detestaram e houve, também, pessoas que falaram, falaram, falaram e não falaram nada com nada à respeito do fato. Eis que ressurgi das cinzas para pensar uma coisinha aqui com vocês – me corrijam se eu estiver errada, por favor -: existe violência contra o homem? Sim. Existe violência contra a mulher? Sim. Por quê, então, deveríamos pensar que a mulher é tão especial assim para ter uma legislação que a proteja deste tipo de crime e, ainda, propor que 7 milhões de estudantes debatam o tema? PORQUE SIM! Mas aí vocês poderiam questionar “aaah, mas porque sim não é resposta!” E, de fato, vocês teriam razão.

Pois bem, então vamos aos fatos! A violência contra a mulher não existe apenas enquanto ação em si. A mulher não precisa, necessariamente, ser morta/apanhar do companheiro/ser abusada sexualmente por este mesmo companheiro para ser violentada. A violência acontece por outros infinitos motivos e é exatamente por isso que merece sim uma atenção especial. A Jout Jout postou ontem um vídeo no qual ela questiona essa cultura do estupro em que não apenas vivemos, MAS QUE POR BUG DO NOSSO CÉREBRO ESTAMOS ‘ACOSTUMADOS’ A VIVER ~só pode ser isso, minha gente, deu tela azul na nossa cabecinha e acabamos nos acostumando com isso sabe se lá o porquê~.

Mulheres que me leem neste momento, me digam se estou exagerando, mas nós não estamos acostumadas a passar em frente a um boteco e ouvir cantadas variadas em níveis inimagináveis? (siiim) Sabem o que é isto? Violência! Quando algum superior se acha no direito de te exigir certos favores devido à sua subordinação no trabalho: violência! Quando algum rapaz passa a mão em você que está de roupa curta e ‘supostamente’ está pedindo por aquilo: violência! Quando uma criança de 12 anos é assediada e vira assunto em rodinha de homens dementes que ficam sexualizando sua imagem: violência! E onde isso acontece? Em casa, na rua, e pasmem, na internet também, assim, para quem quiser ver. Por quê? Porque uma grande parcela da população está tão enraizada nessa cultura de PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER que se acha no direito de falar/agir da maneira que bem entender! ~Socorro!~

Caramba, meninas, eu li tanta besteira nestes últimos dias que só consigo afirmar que foram dias difíceis para quem sabe ler! E não foi apenas o tema do ENEM que trouxe isso à tona! NÃO VOU NEM COMENTAR SOBRE A APROVAÇÃO DO PL 5069/2013 que é um desrespeito ao direito da mulher sobre o seu próprio corpo, okay? Okay. Mas, enfim, caso você que não tá entendendo nada do que eu tô falando, é o seguinte: abre uma aba nova, entra no Google e digita #meuprimeiroassedio, leia tudinho e depois volte aqui. Pode ir, eu te espero!

Revoltante? Chocante? Inadmissível? Sim, minha gente, é tudo isso e muito mais. Acho que não foram inventadas palavras que consigam descrever o sentimento que temos ao ler todos aqueles depoimentos. Chega a ser angustiante o quanto nós, do sexo feminino, somos massacradas e violentadas em qualquer idade, em qualquer lugar, por qualquer pessoa. Inclusive por aquelas que são mais próximas! AÍ VOCÊ VEM ME DIZER QUE O TEMA É DESNECESSÁRIO? Jura? Juradinho mesmo? Eu não consigo/não quero/não posso acreditar que as próprias mulheres – sim, e não foram poucas não – estejam desprezando o tema, desprezando a luta feminista e desprezando a si mesmas. Ou talvez eu até entenda, é que o discurso machista é tão forte e tão bem construído, que as mesmas mulheres que são violentadas e assediadas, sejam capazes de reproduzi-lo mecanicamente, sem nem se darem conta do que ele significa e das consequências que ele acarreta.

Enfim, fiz textão sim e faço quantas vezes for necessário para levantar essa bandeira. Nós não somos servas de homem nenhum. Nós não somos obrigadas a aguentar desaforo de homem nenhum. Nós não iremos abaixar nossas cabeças e ficar quietinhas! Vamos fazer escândalo sim! Até porquê, mesmo a Lei Maria da Penha estando em vigor, sou eu e é você que pode mudar essa triste realidade da sociedade brasileira que insiste em violentar a mulher, sabe como? Denunciando, protestando e lutando pelos nossos direitos. Homem nenhum tem o direito de pensar/achar/fazer nada SE A GENTE NÃO QUISER. Okay, okay. Estamos entendidas?

Central de atendimento à mulher: DISQUE 180.


Beijinhos – feministas, sim – de luz para todas as mulheres que se amam e vão lutar contra o abuso sim, seja ele de quem vier :*

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Comentários

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Observações

  1. Laura Maia Diz: novembro 5, 2015 at 6:49 pm

    O melhor a fazer é ficar atenta e juntar-se à luta, porque juntas somos mais fortes!!

  2. Thais Brandao Diz: outubro 31, 2015 at 8:58 am

    Difícil de acreditar que existe mulheres que sofrem/sofreram, tem o psicológico afetado, e o pior, ainda se culpam pelo fato de terem sofrido essas violências.. Tema ótimo e que jamais deve ser escondido por debaixo dos tapetes.

    • E não é?! Nossa, nem me fale, viu, que esse negócio de culpabilização da vítima é para acabar. Bom, a sementinha, pelo menos, foi plantada, né?! Agora é não deixar a plantinha morrer. Beijão :*

  3. Eu gostei muito do tema da redação do Enem e, embora muitos tenham ficado insatisfeitos, acredito que a maioria tenha gostado também. Achei que foi de grande importância pra reflexão dos jovens pra um assunto tão sério. Esse tipo de violência muitas vezes é gritante mas outras tantas vezes é silenciosa e é necessário ficarmos atentos a esse tipo de comportamento desprezível do agressor… Muito triste essa realidade. É isso aí, Taís! Vamos lutar pelos nossos direitos e nos amar cada vez mais. Temos o nosso valor!!

    • Claro que temos o nosso valor 😀 e é por nós mesmas que vamos lutar. Não para provar nada para ninguém. Mas por nós e para nós! Como a própria Maria da Penha disse em entrevista ao G1, a sementinha foi plantada! Agora só cabe a nós cuidar para que ela cresça e sobressaia a tanta agressividade! Beijão :*

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